Uphold se retira da Venezuela, citando sanções dos EUA

A plataforma de negociação de criptomoedas Uphold disse que retirará o suporte para usuários na Venezuela devido a sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Em um anúncio na quinta-feira (23/06), a Uphold disse que “devido à crescente complexidade do cumprimento das sanções dos EUA”, a plataforma “com muita relutância” sairia da Venezuela. A plataforma aconselhou os usuários a retirar seus fundos o mais rápido possível, observando que interromperia as negociações para clientes baseados na Venezuela em 31 de julho, com todas as contas “totalmente restritas” a partir de 30 de setembro.

“Como instituição financeira dos EUA, a Uphold deve cumprir os programas de sanções dos EUA administrados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC), incluindo aqueles contra o governo da Venezuela, entidades estatais e seus funcionários”, disse a plataforma. “Sem uma mudança na lei aplicável ou permissão específica do OFAC, esses regulamentos podem nos proibir de liberar fundos para um pequeno número de nossos clientes venezuelanos.”

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A plataforma de negociação UPHOLD @UpholdInc se RETIRA de Venezuela devido a complexidade jurídica originada pelas sanções norte-americanas. pic.twitter.com/DeScs8260U

— Criptolawyer.eth (@criptolawyer) 23 de junho de 2022

Muitas das sanções atualmente impostas pelo governo dos EUA contra entidades sediadas na Venezuela entraram em vigor em agosto de 2019, quando o governo anterior proibiu transações com cidadãos e empresas dos EUA, além de ordenar o congelamento de todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos. Em maio, o presidente Joe Biden aliviou algumas das sanções, concentrando-se nas restrições em torno das empresas petrolíferas sediadas nos EUA, incluindo a Chevron.

Antes de muitas dessas medidas econômicas, o governo venezuelano teria sido capaz de usar criptomoedas como Bitcoin (BTC) para evitar sanções em determinadas circunstâncias. O país também foi um dos maiores líderes em transações cripto peer-to-peer em 2021, de acordo com a empresa de análise de blockchain Chainalysis.

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Fonte: cointelegraph.com.br