Taboo, que cresceu mais de 1000% em um mês, quer ser a ‘Playboy das blockchains’ com NFTs e marketplace pornô


A indústria pornô foi uma das mais afetadas pelo efeito de rede da internet e pela popularização dos meios de produção. Câmeras amadoras, celulares  e um vasto repositório de sites de todos os tipos permitiram que todo tipo de conteúdo sexual e erótico viesse à tona em sex-tapes, vídeos amadores e até em produções profissionais. E tudo aquilo que um dia teve um gosto proibido e secreto, tornou-se comum e vulgar.

Com a promessa de que “na Taboo, nada é proibido” o protocolo promete resgatar a fantasia e a lucratividade de uma das indústrias de maior potencial econômico do setor de entretenimento. 

O procololo se apresenta como a “Playboy das blockchains” valendo-se da natureza de escassez digital introduzida pelos NFTs (tokens não fungíveis) e de produtos exclusivos e selecionados por um processo curatorial cuidadoso.

Na prática, isso se dará de duas formas: existem diversos níveis de conteúdo que poderão ser acessados proporcionalmente à quantidade de Taboo Tokens que um usuário possui na sua carteira ou em staking no marketplace da própria plataforma.

O sistema funciona como títulos de um clube. O nível 1 é aberto a todos e permite acesso a conteúdos limitados. À medida que os níveis vão crescendo, mais premium e explícito se torna o conteúdo. Além disso, há o oferecimento de benefícios adicionais, como participação em eventos virtuais ou presenciais, descontos em taxas de transação e na aquisição de produtos de merchandising.

Dessa forma, explicam os desenvolvedores no white paper do projeto, há um incentivo para a acumulação de tokens por parte dos usuários. Ainda, como todos os produtos oferecidos pelo Taboo necessariamente devem ser pagos com o Taboo Token, isso seria uma garantia de manutenção da liquidez para os usuários da plataforma e os detentores do TABOO, além de agregar funcionalidades de finanças descentralizadas (DeFi) ao protocolo.

Por outro lado, a descentralização não será um dos principais atributos do projeto. A plataforma não estará aberta a qualquer um que deseje produzir e monetizar conteúdo de natureza erótica ou sexual.

Khloe Terae. Fonte: Taboo.community 

Somente produtores de conteúdo selecinados por um conselho curatorial e “atrizes” e modelos de “padrão internacional” poderão utilizar a plataforma para oferecer conteúdos em formatos diversos, como shows privativos em tempo real, vídeo, fotografias, realidade virtual e animações 3D, prometem os desenvolvedores.

Tokenomics

O TABOO começou a ser negociado em maio deste ano, mas foi somente a partir de 4 de outubro que o token valorizou-se exponencialmente, depois do anúncio de que o marketplace da plataforma entraria em funcionamento antes do final do mês. Desde então, a moeda subiu mais de 1.000%, saltando de US$ 0,0007 para US$ 0,01168 hoje, segundo o CoinGecko. 

Desempenho de preço mensal TABOO/USDT. Fonte: CoinGecko

Atualmente, a capitalização de mercado do Taboo Token está em US$ 112,8 milhões de acordo com dados do CoinGecko, o que o coloca na 417ª posição no ranking geral de criptomoedas. O estoque total do TABOO já está em circulação e totaliza 9.782.678.080 unidades.

O TABOO também oferece benefícios econômicos aos seus portadores. Quatro por cento de todas as transações envolvendo a moeda vão para um fundo de reserva de liquidez, cujo objetivo é manter o preço do token minimamente estável e evitar quedas acentuadas. Dois por centro de todas as transações é distribuído entre os hodlers do TABOO, gerando renda passiva independentemente da opção por realizar staking ou não. Por fim, 1% de todas as transações são queimados e retirados de circulação para gerar aumento da escassez e demanda crescente pelo token.

Atualmente, o TABOO é negociado em três exchanges: a Pancake Swap, a Hotbit e a Whitebit.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, outros setores da indústria criativa estão criando modelos baseados nos modelos de governança e fundamentos econômicos da tecnologia blockchain. A Descentralized Pictures é uma iniciativa da Zoetrope, estúdio audiovisual do diretor e produtor Fracis Ford Coppola, que prentende utilizar um sistema de incentivos para promover o engajamento do público na seleção de filmes de diretores independentes que contarão com o suporte e a estrutura da produtora audiovisual.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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