Projeto avaliado em US$ 1 bilhão quer escanear suas retinas em troca de criptomoedas


Provar a sua identidade por meio do CPF é uma péssima escolha, segundo os criadores da Worldcoin, o melhor é deixar que uma esfera cromada escaneie sua retina em troca de criptomoedas. 

O novo projeto co-fundado pelo ex-presidente da Y Combinator, Sam Altman, que pode parecer um pesadelo distópico ou uma fantasia futurista, já deixou o Vale do Silício animado. Veja como os criadores deste projeto pretendem difundir o mercado de criptomoedas para um bilhão de pessoas pelo mundo.  

Wolrdcoin já vale US$ 1 bilhão

A Worldcoin anunciou hoje (21) que levantou US$ 25 milhões de investidores, incluindo Andreessen Horowitz (a16z), Coinbase Ventures, Digital Currency Group (a empresa-mãe da CoinDesk) e investidores anjos, incluindo cripto bilionário Sam Bankman-Fried e Reid Hoffman, o cofundador do LinkedIn. A empresa está avaliada atualmente em US$ 1 bilhão.

A Worldcoin, com sede em Berlim, Alemanha, tem atualmente cerca de 70 funcionários e cerca de 30 Orbs. Estas esferas cromadas estão espalhadas pelo Chile, Kenya, Indonésia, Sudão e França.

Cada Orb é um dispositivo esférico com um sensor que coleta a imagem da retina da pessoa para criar um um “IrisHash” – como se fosse um hash da rede Bitcoin que garante que a pessoa é um humano que nunca coletou worldcoin antes. Em seguida, o protocolo de Prova de Personalidade disponibiliza um QRCode com a recompensa em criptomoeda.  

De acordo com alguns dos modelos de previsão da empresa, a Worldcoin acredita que mais de um bilhão de pessoas terão olhado para o Orb em 2023. 

Orb quer escanear e provar a personalidade
Operadores do Orb na França – Fonte: Worldcoin.org
Orb escaneando no Chile Prova de personalidade
Operadores de Orb no Chile – Fonte: Worldcoin.org

Os Orbs são administrados por empreendedores independentes que a Worldcoin chama de “Operadores Orb” que levam os dispositivos para o mundo – em vilas remotas e estações de metrô e campos universitários – e convencem as pessoas a se inscreverem em worldcoin grátis com uma varredura ocular, que o Orb usa para criar o identificador IrisHash. 

Com o Orb, a Worldcoin pretende integrar o primeiro bilhão de usuários no mundo da criptomoeda. Para alcançar essa marca, a partir de novembro, a Worldcoin planeja aumentar a produção para surpreendentes 4.000 Orbs por mês.

Criadores do Orb que tem um protocolo de prova de personalidade
Co-fundadores da Worldcoin Alex Blania e Sam Altman – Fonte: Worldcoin

Embora especialistas em privacidade tenham expressado preocupação com este plano, Alex Blania, um dos cofundadores da Worldcoin, acredita que o design do Orb preserva a privacidade. De acordo com Blania, as fotos das retinas dos usuários não são armazenadas em nenhum lugar, e as provas de conhecimento zero são usadas para manter as informações do usuário privadas e seguras. 

Blania também disse ao CoinDesk que os nomes dos usuários e outras informações de identificação nunca são coletados. Assim como afirmou que a Worldcoin fez parceria com um “fabricante internacional muito grande” com uma fábrica na Alemanha, que vai bombear cerca de 50.000 Orbs por ano. 

O lançamento do Worldcoin requer uma forma robusta e escalável para determinar se alguém é único (no sentido de novo) e realmente humano (não um bot). Os chamados protocolos de Prova de Personalidade tentam resolver esse problema permitindo que as pessoas provem que são “humanos únicos”. Esta “prova humana única” desbloquearia muitas aplicações significativas, mas nenhuma das abordagens existentes ainda alcançou uma escala global.

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Fonte: cointimes.com.br

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