“Passaportes de vacina” falsos são vendidos por Bitcoin, afirma Polícia


A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a venda de documentos falsos de vacinação por bitcoin (BTC), uso da criptomoeda pode levar criminosos para a prisão.

O passaporte de vacinação falso vendido pelos criminosos, segundo relatado por O Globo, seria um arquivo em PDF que imitaria o certificado criado pelo app ConectSUS. Apesar das semelhanças, a verificação via QR Code não funciona, pois os falsário não têm acesso ao banco do Ministério da Saúde. 

O “passaporte da vacina” é usado na cidade do Rio de Janeiro para impedir que cidadãos não vacinados ,que tenham mais que 40 anos, possam acessar locais públicos como cinemas, teatros e academias. Dados da prefeitura mostram que quase 290 mil pessoas estão com a segunda dose em atraso ou simplesmente não tomaram a vacina.

Os vendedores tentam dificultar a identificação usando criptomoedas, inclusive o Bitcoin. Eles são vendidos por R$500, ou aproximadamente 0,00158123 BTC na cotação atual. Outras criptomoedas também são aceitas. 

Apesar da sensação de segurança, o fato de aceitar bitcoin pode facilitar o trabalho da polícia. Mesmo sendo ‘pseudo-anônimo’, o BTC conta com baixa privacidade, devido ao seu blockchain extremamente transparente. 

Bitcoin pode facilitar o trabalho da Polícia

Isso significa que todas as pessoas do mundo, não apenas a polícia, podem investigar os endereços de bitcoin usados pelos vendedores. 

Sites como blockchain.info e OXT.me dão informações como volume transacionado, horários usados, endereços relacionados, tipo de transação, padrões e atividades relacionadas além de notas adicionadas pelos próprios usuários e investigadores.

OXT transação de Bitcoin

Se, por exemplo, um desses bitcoins passar por uma corretora nacional ou até mesmo internacional, será possível identificar quem fez a transação, visto que boa parte das exchanges exige KYC (dados de identificação). 

Há métodos para tentar despistar as autoridades usando bitcoin, mas eles são caros, envolvem alto conhecimento técnico, mesmo assim, não garantem que uma investigação futura seja feita com os rastros eternos deixados no blockchain. 

Devido ao preço baixo dos documentos e o alto custo de fazer transações de mixing –  usadas para tentar aumentar a privacidade dos criminosos – a operação com BTC pode inviabilizar financeiramente esse tipo de crime e levar a prisão dos envolvidos. 

A fama do bitcoin de ser uma moeda completamente anônima e privada é mais um mito que vem sendo aos poucos quebrado pela expansão do conhecimento sobre blockchain, seu funcionamento e operação.

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Fonte: cointimes.com.br

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