Nada de Bitcoin ou metaverso, a ‘bola da vez’ é investimento em urânio, diz empresa de investimentos

Embora o preço do Bitcoin (BTC) venha enfrentando dificuldades para romper com a resistência que foi criada em US$ 58 mil o valor da criptomoeda dobrou em 2021, fazendo do criptoativo um dos melhores investimentos do ano.

Além disso o mercado de criptomoedas vem vivenciado o tereceiro ‘boom’  com os tokens ligados ao metaverso, já que assim como aconteceu com as finanças decentralizadas (DeFi) e com os tokens não fungíveis (NFTs) os criptoativos ligados a metaverso vem apresentando grande valorização e atraindo cada vez mais capital.

Contudo segundo especialistas, a bola da vez pode não estar nos criptoativos mas no urânio, investimento que ganha adeptos a cada dia e esta no radar dos especialistas da Ativa Investimentos, uma das principais e mais tradicionais corretoras de investimentos do Brasil com 38 anos de mercado.

Considerado o futuro das commodities, o urânio é a principal matéria-prima da energia nuclear. A rentabilidade de fundos que investem em urânio, setor responsável por 11% da energia mundial, está em alta nas gestoras de investimento. Alguns chegaram a registrar valorização acima de 23% em outubro.

André Campos, head da Mesa de Operações Estruturadas da Ativa Investimentos explica que esse tipo de investimento tem ganhado força e lista alguns fatores:

  • A produção de urânio é insuficiente para suprir a demanda. O processo global de transição energética também contribui para a valorização do urânio, gerando um desequilíbrio entre oferta e demanda.
  • O preço subiu recentemente depois que alguns fundos de investimento fizeram grandes compras de urânio físico. Atualmente, a produção primária está abaixo da demanda, criando um déficit no setor.
  • O urânio proporciona energia livre de emissão de carbono. Mantém 20% das luzes nos EUA acessas e 70% na França. São cerca de 450 reatores em funcionamento no mundo.
  • Assim como ouro e prata, o urânio é um ativo que não possui relação com as Bolsas de valores, (principalmente da Bolsa brasileira), e serve como uma maneira de diversificar a carteira com uma tese de um provável fluxo de alta.

Essa também é a opinião de George Wachsmann, CIO da Vitreo, que declarou recentemente que o urânio pode ser um opção para os investidores que desejam uma alternativa aos criptoativos e mesmo ao mercado tradicional.

Wachsmann aponta que o Urânio é a ‘bola da vez’ e que ele deve mudar o mundo com o seu uso.

“Ele representa um grande avanço tecnológico, que tem tudo para mudar o mundo nos próximos dez anos”, disse.

Urânio

Mas, como todo investimento, há riscos também. Segundo a Ativa Investimentos, é possível investir por meio de fundos. Mas ainda que possam ser acessados com pouco dinheiro eles são indicados para aplicações de médio ou longo prazo e para o investidor que quer diversificar.

A empresa destaca também que além do risco da renda variável, existe também a possibilidade de perdas com a oscilação do dólar, já que a grande parte das empresas que compõem esses fundos tem ações negociadas no exterior.

Pensando nos investidores mais moderados e conservadores, Campos explica que uma boa alternativa seria investir em urânio por meio de um COE, que são Certificado de Operações Estruturadas, um tipo de investimento que combina elementos de renda fixa e renda variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais.

“No caso do COE de urânio, a partir de mil reais o investidor pode estar exposto a um ativo sem espaço para perdas, visto que se o ativo se desvalorizar, o investidor receberá todo o capital inicialmente investido. Mas caso o COE valorize, o investidor recebe o capital investido e, na Ativa, mais duas vezes a variação positiva do ativo limitado a 40% no período. A data de vencimento para o COE de urânio é dezembro de 2024”, explica Campos.

Assim como o Bitcoin, o urânio também é um ativo escasso e seu fornecimento é estimado em 6.147.800 toneladas, porém, de todo o urânio minerado 99,3% é do tipo (ou “isótopo”) 238 e somente 0,7% restante é urânio 235, que é o que pode ser usado para geração de energia e para a construção de bombas atômicas.

“Tudo isso mostra que o urânio traz alguns trunfos ao investidor: a demanda é recorrente e é um mineral escasso na Terra, o que pode entregar altas exponenciais no longo prazo”, completa Wachsmann.

Desta forma o gestor de recursos na L2 Capital, Marcelo López, destaca que já há um déficit entre a produção e o consumo e que isso deve aumentar ainda mais com o avanço dos anos e com a demanda mundial por novas fontes de energia para além do petróleo.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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