Milho e trigo renovam máximas de vários anos em Chicago com oferta apertada


Milho
Os mercados futuros tiveram uma sessão volátil ao fim da semana, chegando a recuar conforme operadores realizavam lucros (Imagem: Pixabay)

Os contratos futuros de milho e soja negociados em Chicago se firmaram nesta sexta-feira, depois de dispararem para máximas de vários anos durante a semana, devido ao aperto nas ofertas doméstica e global, disseram operadores.

À medida que os estoques da safra 2020 diminuem, a seca no Brasil e uma frente fria nos Estados Unidos levantaram dúvidas sobre as perspectivas para as safras de milho 2021 nos dois maiores exportadores do cereal, em momento de crescente demanda chinesa.

Os mercados futuros tiveram uma sessão volátil ao fim da semana, chegando a recuar conforme operadores realizavam lucros. Mesmo assim, os preços terminaram o dia com alta modesta, liderados por contratos com vencimentos mais próximos antes do período de entregas dos contratos maio, que começa na semana que vem.

“Nada mudou em termos fundamentais. Ainda é a questão de oferta e demanda guiando o mercado”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International em Chicago.

O contrato julho do milho fechou em alta de 1 centavo de dólar, a 6,3250 dólares por bushel, após tocar a marca de 6,3650 dólares, uma máxima contratual e maior nível para o vencimento mais ativo desde junho de 2013, em gráfico contínuo.

A soja para julho avançou 1,75 centavo, para 15,16 dólares/bushel, e o vencimento julho do trigo também teve ganho de 1,75 centavo, a 7,1225 dólares o bushel. As referências de soja e trigo atingiram os mais altos patamares desde 2014, e o primeiro contrato do óleo de soja tocou a marca de 63,50 centavos por libra-peso, maior preço “spot” em quase 13 anos, antes de devolver ganhos.

No acumulado da semana, o milho avançou 10,2%, a soja subiu 6,6% e o trigo apurou ganho de 8,7%.



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