Lastreado pela taxa de hash do Bitcoin, BTCST potencializa alta do BTC e sobe mais de 100% em 24h


O Bitcoin (BTC) vem liderando os ganhos nas últimas 24 horas entre as 10 principais criptomoedas do mercado, com aproximadamente 11% de valorização intradiária, de acordo com dados da CoinGecko.

Embora algumas altcoins estejam sofrendo diante do recente aumento da dominância do BTC, o Bitcoin Standard Hashrate Token (BTCST), cujo valor é atrelado à taxa de hash da mineração do Bitcoin, potencializou esses ganhos e já acumula uma valorização de mais de 100% no mesmo período. Ou seja, dez vezes maior do que a da maior criptomoeda do mercado.

Gráfico diário BTCST/USDT. Fonte: Trading View

Além do aumento do preço do BTC, dois fatores fundamentais para explicar a valorização exponencial do BTCST são o comportamento da taxa de hash da rede do Bitcoin e as receitas geradas pela mineração.

Em seu último relatório semanal, publicado em 4 de outubro, a empresa de análise de dados on-chain Glassnode destacou que a taxa de hash está se recuperando “de forma conisistente” depois que “a indústria de mineração do Bitcoin experimentou o baque mais dramático de sua história, com mais de 50% do poder de hash da rede tendo sido excluído da rede”.

Conforme destacou o Cointelegraph recentemente, algumas fontes indicam que a taxa de hash do BTC pode até mesmo já ter atingido novas altas históricas nos primeiros dias de outubro. Dados do site de monitaremnto de dados Blockchain.com indicam que atualmente a taxa de hash do Bitcoin está em 146,6 TH/s, no entanto medi-la com precisão é difícil, pois o poder de mineração dedicado ao Bitcoin não pode ser determinado com exatidão.

Outra métrica importante a se considerar para justificar o recente rali do BTCST é a receita total da atividade de mineração. Como apontou o relatório da Glassnode, “apesar de uma redução de 50% das recompensas por bloco minerado desde o halving, em maio de 2020, a receita total dos mineradores em dólares norteamericanos aumentou significificativamente” desde então.

Receita total dos mineradores de Bitcoin (Média móvel de 14 dias). Fonte: Glassnode

Atualmente, a receita diária agregada da mineração é de US$ 40 milhões, um crescimento de 630% em comparação com o período imediatamente posterior ao halving, quando os rendimentos oscilavam entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões por dia.

A cotação do BTCST tem uma correlação direta com estes indicadores devido aos fundamentos econômicos propostos pelo token. Assim, não deve causar surpresa o crescimento do BTCST para quem está atento à recuperação dos fundamentos da rede.

Tokenomics

O BTCST oferece exposição à mineração sem que seja necessário tornar-se um minerador e, consequentemente, sem precisar investir os recursos necessários para tanto em forma de equipamentos e gasto energético.

Cada BTCST é lastreado por uma unidade padronizada de poder de mineração do Bitcoin de 0,1TH/s. Assim, o hash power empreendido na mineração é transferido aos detentores do token na proporção de BTCSTs que eles possuem.

Além disso, o BTCST fornece liquidez adicional ao mercado de mineração, pois novos BTCSTs só podem ser emitidos em contrapartida à adição poder real de mineração em Bitcoin, ao protocolo, que pode tanto ser doada quanto adquirida. Os mineradores que doam parte de seu poder computacional ao projeto são recompensados pela emissão de novos BTCSTs.

Já a aquisição de poder computacional para a emissão de novos tokens é feita diretamente no mercado pelos responsáveis pelo protocolo, o que confere um certo grau de centralização à rede. Os BTCSTs emitidos por aquisição são integralmente destinados ao tesouro do projeto. 

Considerando-se que 1 BTCST equivale a 0,1 TH/s, de um jeito ou de outro, a quantidade de poder computacional em unidades padronizadas será no mínimo igual à quantidade de BTCSTs emitidos. Assim, se a rede conta com 10.000 BTCSTs em circulação, o protocolo deve gerar pelo menos 1000 TH/s em poder computacional. 

Os detentores do BTCST também podem gerar receitas adicionais como provedores de liquidez ou fazendo staking. Aqueles que depositarem seus BTCSTs através do dApp podem obter rendimentos na forma do próprio token nativo ou de BTCB, que é que é a versão sintética do Bitcoin na Binance Smart Chain (BSC).

Ou seja, cada BTCST mantido em staking por 24 horas gera um montante correspondente em Bitcoins minerados com 0,1 TH/s naquele dia.

Alavancagem sem liquidação

De acordo com o white paper do projeto, o propósito do Bitcoin Standar Hashrate Token é que o preço do BTCST no mercado a vista tenha correlação direta com preço do Bitcoin, funcionando como uma espécie de Bitcoin alavancado isento de riscos de liquidação.

De fato, a ação de preço do BTCST tem refletido a do Bitcoin, porém, em um mercado com alto grau de correlação entre os ativos como é o de criptomoedas, dificilmente poderia ser diferente. No momento em que este texto está sendo escrito, o BTCST está cotado a US$ 34,31, e o BTC, a US$ 54.720.

Gráfico diário BTC/USDT. Fonte: Trading View.

Enquanto o BTCST está 63,9% abaixo de sua máxima histórica, de US$ 91,94, alcançada em 15 de abril, o Bitcoin está apenas 15,7% abaixo dos US$ 64.800 alcançados um dia antes.

O BTCST tem uma capitalização total de mercado de aproximadamente US$ 249 milhões e é o 248º colocado no ranking global de criptomoedas, segundo a Coingecko.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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