Justiça começa a ouvir testemunhas de defesa da InDeal, investigada por esquema de pirâmide financeira com Bitcoin

O juiz da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Guilherme Beltrami, reservou dez dias para as audiências online que serão voltadas às versões dos 15 réus da InDeal, acusada de fraude bilionária envolvendo criptomoedas em várias partes do país.

De acordo com o portal NH, o juíz disse:

“Tendo em vista o elevado número de testemunhas arroladas pela defesa (120), estabeleço que serão ouvidas 12 por dia”, observou o magistrado, em despacho do início do mês passado. As sessões começam nesta quarta-feira (13). Seguirão amanhã, sexta e nos próximos dias 19, 22 e 27, além de 3, 4, 8 e 10 de novembro, sempre a partir das 13h30, de forma remota, em respeito às normas de distanciamento social direcionadas ao enfrentamento da Covid-19”.

Segundo a reportagem, o juiz também marcou as possíveis últimas audiências do processo, que serão os interrogatórios dos 15 réus, nos dias 22, 26 e 29 de novembro. 

As primeiras audiências foram para as 11 testemunhas de acusação. As duas últimas prestaram depoimento na semana passada. 

Entre elas, investigadores da Operação Egypto da Polícia Federal, deflagrada em 21 de maio de 2019, quando a InDeal foi fechada e dez funcionários, presos.

Segundo a reportagem, a InDeal arrecadou R$ 1,1 bilhão e lesou 23,2 mil investidores, atraídos pela promessa de rentabilidade de 15% ao mês.

O Cointelegraph publicou quando R$ 883 milhões em Bitcoins da InDeal seriam vendidos nos EUA antes que fossem repatriados ao Brasil.

As criptomoedas foram apreendidas na carteira digital de um dos sócios da InDeal, empresa investigada por um esquema de pirâmide financeira envolvendo Bitcoin.

Em março deste ano, a Polícia Federal prendeu novos envolvidos com a InDeal.

Na nova fase, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária no Rio Grande do Sul (um preso) e em São Paulo (dois detidos), Rio de Janeiro e Espírito Santo (um preso em cada um destes dois Estados).

As investigações concluíram que os envolvidos nunca investiram de verdade em criptomoedas e usavam o dinheiro para compra de bens pessoais e investimentos de renda fixa.

Estima-se que a empresa tenha sumido com US$ 200 milhões de dezenas de milhares de investidores no Brasil.

Além dos milhões em criptomoedas, foram também apreendidos na Operação Egypto dezenas de imóveis, veículos de luxo, jóias e dinheiro vivo, ligados a 13 indivíduos acusados de lavagem de dinheiro e fraude.

A Operação Egypto foi deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2019

O Cointelegraph relatou na época que a Polícia Federal desencadeou uma nova operação para apurar crimes de lavagem de dinheiro por parte dos sócios da InDeal.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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