Integração com o Twitter pode impulsionar adoção global do Bitcoin para transferências de valor e fazer o BTC ultrapassar US$ 300 mil

Na semana passada, o Twitter habilitou oficialmente serviços de gorjeta em Bitcoin para os usuários da rede social, conferindo-lhes a capacidade de transferir valores entre quaisquer partes do mundo, de forma quase instantânea.

Mais do que ampliar a adoção da maior criptomoeda do mercado como meio de pagamento, a iniciativa transformou a rede social em uma plataforma para transferência de valores mais rápida, econômica e eficaz do que os gigantes financeiros especializados neste tipo de serviço.

Conforme foi demonstrado em um vídeo postado pela Lightning Network para apresentar a inerface do Strike, aplicação através da qual as transferências podem ser feitas na rede social, o processo é simples e praticamente instantâneo. No texto que acompanha o vídeo, Jack Mallers, o CEO da Strike, afirmou que o que a “internet fez pelas comunicações, o Bitcoin (BTC) e a Lightning Network estão fazendo pelo dinheiro.”

Em uma postagem no Medium, Mallers mais uma vez ressaltou o aspecto disruptivo da nova funcionalidade do Twitter:

“A integração do Twitter com a Strike torna o Twitter uma das melhores experiências de remessas do mundo, um dos maiores marketplaces globais de criadores do mundo, uma das melhores experiências globais de pagamento do mundo, um dos melhores mercados globais de micropagamento do mundo, e permite que uma empresa de comunicação pela Internet opere diretamente com o padrão monetário do mundo, permitindo que seus usuários façam pagamentos em qualquer parte do globo.”

Conforme escreveu Peter Chawaga em um artigo na Bitcoin Magazine, parece inevitável que a nova modalidade de pagamento implementada pelo Twitter seja adotada por outras entidades do universo digital dando início a um processo de substituição das velhas estruturas financeiras centralizadas por suas alternativas descentralizadas e não custodiais: 

À medida que os usuários começarem a fazer movimentações financeiras com taxas mínimas, quase instantaneamente, além de fronteiras nacionais e sem censura, por meio da Lightning Network, no Twitter, quanto tempo levará até que mais pessoas percebam que o Bitcoin é a melhor rede monetária para a Internet? Quanto tempo vai demorar até que outras plataformas digitais integrem esse padrão monetário em suas ferramentas, como o Twitter faz agora? Quanto tempo vai demorar até que o Bitcoin substitua os sistemas desatualizados que atualmente dominam as remessas internacionais, o marketing de influenciadores e, eventualmente, os pagamentos digitais como um todo?”

A adoção do Bitcoin como moeda oficial de El Salvador, por exemplo, agora permite que os salvadorenhos possam receber remessas internacionais sem a incidência de taxas, através da Chivo, a carteira digital oficial do país. Com isso, aproximadamente R$ 2 bilhões poderão ser economizados e revertidos para a economia local.

Chawaga calcula que se o Bitcoin for capaz de incorporar boa parte dos US$ 700 bilhões transferidos através de remessas internacionais e dos US$ 5,44 trilhões movimentados pelo mercado global de meios de pagamentos digitais, cada um dos cerca de 18 milhões de BTCs atualmente em circulação podem chegar a valer US$ 326.897.

O autor conclui sua relexão sugerindo que o Bitcoin poderá superar o próprio dólar norteamericano, hoje o padrão monetário dominante no cenário global, alvancando ainda mais a valorização da maior criptomeda do mercado: 

“Como os usuários do Twitter estão descobrindo agora, o Bitcoin é uma ferramenta melhor do que o dólar para todas essas e outras indústrias. É difícil dizer exatamente qual será o preço do Bitcoin, já que sua tecnologia engloba praticamente todas as formas de transação de valor que conhecemos hoje, mas o número certamente aumentará.”

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, quase metade dos brasileiros e 27% dos norteamericanos ouvidos em pesquisas de opinião sobre a adoção do Bitcoin consideram que o criptoativo deveria ser adotado como moeda oficial de seus respectivos países.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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