Inflação bate 2 dígitos no Brasil, analistas discutem qual o melhor ativo para se proteger


money from brazil stacked on a matte surface and directed light – several hundred real bills

A impressão desenfreada de moedas no Brasil e no mundo já vem apresentando suas consequências em vários países.

No Brasil, hoje foi divulgado o IPCA de setembro, e um valor em específico chamou a atenção:

Inflação 10,25%, 12 meses Brasil
Inflação no Brasil (IPCA 12 meses)

Em 12 meses, o principal índice que mede a inflação no Brasil, o IPCA, indica uma inflação de 10,25% nos últimos 12 meses. Um número que assusta, dado o passado não tão distante do país onde havia hiperinflação.

Desde a criação do Plano Real, em 1994, o Real já perdeu aproximadamente 86% do seu valor.

Em outras palavras, 100 reais hoje têm o mesmo poder de compra de 14 reais em 1994 (apenas 27 anos atrás).

Nos Estados Unidos, apesar de toda a impressão de moeda, a inflação demora mais tempo a ser sentida, e costuma impactar de uma maneira mais leve, já que o dólar é a principal moeda do mundo, e por isso sua inflação acaba sendo diluída, em certo grau.

Institucionais em busca de proteção

O Bitcoin acumulou um aumento de 24,4% em 1 semana, visitando preços muito acima da resistência de 50 mil USD. De acordo com uma nota compartilhada pelo JPMorgan, este rali do BTC deveu-se principalmente a investidores institucionais em busca de proteção contra a inflação.

O market cap do Bitcoin retomou um valor de mercado acima de 1 trilhão USD desde a manhã de quarta (6) e tem se mantido acima desta marca. Os preços atuais do Bitcoin não eram atingidos desde maio deste ano.

O ouro é tradicionalmente visto como o principal hedge (proteção) contra a inflação. Mas, nos últimos meses, observa-se uma grande valorização do preço do bitcoin, enquanto que a cotação do ouro ficou bem mais estável.

Para muitos, existe uma grande tendência de mudança de pensamento nos últimos anos: vários investidores (dos pequenos e médios aos grandes), parecem estar olhando para o bitcoin como um poderoso ativo de reserva de valor.

Claro que ele tem seus riscos, e que diferentemente do ouro, não se provou ainda por milênios, já que sua criação foi apenas há 12 anos. 

Porém, comparando-se os dois, pode-se observar várias vantagens para o lado do bitcoin, como a facilidade de transferência e de custódia, além dos custos envolvidos nesses dois processos.

Levantando um outro ponto, qual dos dois é o mais deflacionário? Para os analistas do JPMorgan, investidores estão novamente preocupados com o aumento da inflação, o que despertou o seu interesse por um ativo deflacionário. Dessa vez, contudo, institucionais estão se mostrando mais interessados em Bitcoin do que no ouro.

O ímpeto em direção ao Bitcoin está em contraste com um relatório do JPMorgan de maio, quando analistas notaram que grandes investidores na época estavam trocando o Bitcoin pelo ouro tradicional.

O JPMorgan nomeou dois outros fatores por trás do rali atual. A primeira é a “recente garantia dos legisladores dos EUA de que não há intenção de seguir os passos da China para proibir o uso ou mineração de criptomoedas”.

A segunda é “o recente aumento da Lightning Network e das soluções de pagamentos layer 2 (2ª camada) ajudado pela adoção do Bitcoin em El Salvador.”

Sobre os ETFs que estão em processo de aprovação nos EUA, ao contrário de outros analistas nesta semana, o JPMorgan não citou especulações em torno da aprovação iminente de um ETF baseado em futuros de Bitcoin como um fator significativo para o aumento de preço.

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Fonte: cointimes.com.br

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