Ibovespa fecha em alta com suporte de NY, mas termina semana com sinal negativo


Ibovespa
A sexta-feira ainda assinalou a abertura da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2021 no Brasil (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta sexta-feira, reduzindo boa parte das perdas de uma semana mais curta por feriado no Brasil, mas sem conseguir se firmar acima do patamar dos 121 mil pontos, em meio a movimentos de realização de lucros.

Foi o primeiro desempenho negativo semanal no mês, acompanhando algum ajuste também em Wall St. Nessa sessão, Nova York fechou no azul, com o S&P 500 quase zerando ao declínio dos últimos pregões e endossando a melhora no pregão brasileiro.

A semana também marcou o fim da novela envolvendo o Orçamento de 2021, com o presidente Jair Bolsonaro sancionando o texto na véspera com corte de 19,8 bilhões de reais em dotações orçamentárias e veto à autorização para a criação de cargos na Política Militar e no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Ao mesmo tempo, a Presidência anunciou um decreto para promover um bloqueio adicional de mais 9 bilhões de reais nos recursos do Orçamento, medida necessária, segundo o governo, para garantir o cumprimento do teto de gastos.

“A nosso ver, a decisão reduz o risco de execução para o restante do ano”, avaliou a estrategista-chefe da Rico Investimentos Betina Roxo, da Rico Investimentos.

A sexta-feira ainda assinalou a abertura da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2021 no Brasil, com Usiminas reportando lucro bilionário, em desempenho que deve ser acompanhado por outras siderúrgicas.

Na próxima semana, empresas como Vale, Cielo, CSN, Unidas, Multiplan, Santander Brasil, Weg, Embraer, entre outros, divulgam seus balanços.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,97%, a 120.530,06 pontos, mas recuou 0,48% na semana. Em abril, tem desempenho positivo de 3,34% e, no ano, avança 1,27%.

O índice Small Caps fechou com acréscimo de 0,61%, a 2.953,58 pontos, com perda de 0,41% na semana, enquanto sobe 5,58% no mês e 4,65% no ano.

O volume negociado no pregão nesta sexta-feira somou 27,17 bilhões de reais.

Destaques do mês:

Hering (HGTX3) dispara 40,96%, catapultada ainda pelo anúncio de que a varejista de moda recebeu -e recusou- proposta de fusão da fabricante de calçados e acessórios Arezzo. A Cia Hering afirmou que manterá o plano estratégico de combinar construção de marcas e expansão, com a busca por crescimento orgânico, e análise de “oportunidades inorgânicas”, abrindo espaço para avaliação de que ela virou alvo de aquisição.

Braskem (BRKM5) apura alta de 32,58%, ampliando o ganho no ano para mais de 120%, em meio a expectativas ligadas à venda da participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica. O papel também vem encontrando suporte na visão do mercado de que a empresa está bem posicionada para aproveitar a sólida demanda por produtos petroquímicos, além do processo de desalavancagem e o progresso contínuo nas frentes de Alagoas e México.

Usiminas (USIM5) valoriza-se 29,53%, com o setor de mineração e siderurgia ainda beneficiado por perspectivas de reabertura pós-Covid e estímulos econômicos no exterior para reavivar as economias, além de ambiente favorável a reajuste de preço de aço no Brasil. Tal cenário foi endossado pelo resultado do primeiro trimestre da Usiminas, com a empresa mantendo uma visão otimista para os próximos meses. No setor, Vale (VALE3) avança 10,23%, CSN (CSNA3) salta 29,37% e Gerdau (GGBR4) sobe 10,92%.

Qualicorp (QUAL3) perde 8,27%, em meio a perspectivas para resultados ainda fracos referentes ao primeiro trimestre, principalmente em relação ao números de clientes, além de efeito de atrasos nos reajustes de preços dos planos de saúde. O acúmulo dos reajustes de preços atrasados de 2020 com os regulares para 2021 torna as vendas mais desafiadoras neste ano.

BRF (BRFS3) cai 5,95%, diante do cenário de alta dos preços de grãos e potencial aumento das matérias-primas da ração animal. Mais cedo no mês, o presidente do conselho de administração da BRF, Pedro Parente, disse que os preços das commodities agrícolas estão em patamares bastante altos e o cenário é de firmeza nas cotações, com a China importando produtos “como nunca” enquanto recompõe seu plantel de suíno.

Eneva (ENEV3) recua 5,09%, com ajuste desde meados de abril, tendo de pano de fundo notícias e ruídos relacionados a possível desinvestimento de acionista detentor de posição relevante no capital social da companhia, além da venda da participação detida pela empresa nas Centrais Termelétricas São Marcos. Até 12 de abril, a ação subia mais de 8% no mês.

 



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