Guerra na Ucrânia deixou de impactar a Bolsa?


Guerra na Ucrânia
Especialista lembra que guerra piorou as expectativas sobre inflação. (Imagem: REUTERS/Gleb Garanich)

A Ucrânia foi invadida por comboios russos em 24 de fevereiro deste ano e levantou temores dos mercados sobre o preço das commodities – aversão ao risco dominou as Bolsas nas semanas seguintes.

No entanto, passados quatro meses a guerra já não entra como a principal preocupação dos investidores, apesar da continuidade do conflito.

Segundo o chefe da área de investimentos do Daycoval, Mauro Rached, os preços tendem a se estabilizar na medida em que os investidores notam as consequências do conflito como menos grave do que o projetado em um primeiro momento.

“A guerra como produtora de mudanças de preços perdeu a efetividade”, afirma. “É uma desgraça, as pessoas estão morrendo, ninguém quer um processo como esse em que pessoas sofrem, mas, do ponto de vista econômico, a guerra perdeu um pouco dos efeitos”.

De acordo com Rached, as consequências do conflito estão em linha ou abaixo das primeiras expectativas. Ele acrescenta que, conforme as sanções contra a Rússia avançam, o mundo começa a procurar a alternativas econômicas.

O especialista lembra, no entanto, que a guerra piorou as expectativas sobre inflação.

Para o Banco Mundial, há falta de alimentos e fertilizantes. Segundo o presidente da instituição, David Malpass, aumentar oferta de suprimentos em países além da Rússia será importante.

Juros dão o tom sobre Ibovespa

O gestor de recursos da Western, Cesar Mikail, elenca perspectiva de alta dos juros nos Estados Unidos como fator mais importante de influência nos mercados.

Foi neste ano que os investidores passaram a lidar com a ver o fim o discurso do Fed de que a inflação seria temporária.

Com a mudança de discurso da autoridade monetária dos EUA, estrangeiros começaram retirar recursos de economias emergentes, privilegiando títulos do tesouro norte-americano – que oferecem uma melhor relação risco/retorno.

O Federal Reserve (Banco Central dos EUA) aumentou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual em junho, no patamar entre 1,5% a 1,75%, e deve seguir com o aperto monetário até o final do ano.

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