Governo dos EUA “proíbe” endereços de bitcoin e monero de jornal que espalha “fake news”


No dia 08/11, o governo dos Estados Unidos fez uma atualização da lista de organizações sancionadas financeiramente. Dentre elas,um jornal que aceita criptomoedas teve seus endereços sancionados por espalhar “fakenews”.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC em inglês) adicionou 40 endereços de bitcoin, 13 de ether, 3 de bitcoin cash, 2 de litecoin e 2 endereços públicos de monero na “Specially Designated Nationals List”.

Essa lista é composta de terroristas, criminosos, beneficiários de regimes autoritários não apoiados pelos EUA e agora de um jornal que espalha “fakenews”. 

A OFAC sancionou o SouthFront, um jornal registrado na Rússia com foco em cobrir conflitos militares e questões geopolíticas. Segundo as autoridades norte-americanas, o Serviço de Inteligência da Rússia (FSB) estaria por trás do jornal. 

“A SouthFront é um site de desinformação online registrado na Rússia que recebe tarefas da FSB. Ele tenta apelar para entusiastas militares, veteranos e teóricos da conspiração, tudo isso enquanto se esforça para esconder suas conexões com a inteligência russa.

Após as eleições presidenciais americanas de 2020, a SouthFront procurou promover percepções de fraude eleitoral publicando conteúdo alegando que tal atividade ocorreu durante o ciclo de eleições presidenciais dos EUA em 2020.” – afirmou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Endereços sancionados pelos EUA

 A ideia da OFAC é estrangular financeiramente opositores dos Estados Unidos, mas essa tarefa é cada vez mais complexa devido ao uso de criptomoedas. 

É possível bloquear as transações dessas organizações?

Entretanto, ainda em 2021 foi minerado o primeiro bloco de bitcoin compatível com as sanções da OFAC e compatível com regulamentação de KYC e AML. Isso acontece devido à transparência do blockchain do bitcoin, que conta com todas as transações públicas e facilmente identificáveis em exploradores de blocos. 

Saiba mais sobre o incidente no artigo “Bitcoin está sob ataque, primeiro bloco “limpo” é minerado – Entenda

Contudo, outras criptomoedas como a Monero conseguem criar camadas de segurança que dificultam ou praticamente impedem a sanção de fundos por entidades governamentais.
Por exemplo, mesmo com o endereço público sancionado, o governo dos EUA não saberia quem está doando ou mesmo a quantidade de moedas enviadas, graças ao uso da tecnologia de Stealth Addresses e Ring Signatures – ambas explicadas no vídeo abaixo:

O que o governo pode fazer é pedir para as exchanges e outras instituições centralizadas bloquearem a saída de ativos para esses endereços específicos.

Recentemente, o grupo de extrema-esquerda Sleeping Giants se deparou com a impossibilidade de “cancelar” transações de bitcoin de Allan dos Santos do jornal Terça Livre. Apesar disso, seria muito fácil rastrear as transações de bitcoin e, dependendo de onde elas vieram, até mesmo saber quem são os doadores e se Allan vende os bitcoins em alguma corretora, facilitando o bloqueio dos fundos. 

Fonte: Treasury

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Fonte: cointimes.com.br

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