Goldman explica o atual mercado e faz previsão para o fundo do poço


Analistas do grupo financeiro Goldman Sachs aconselham cautela com o atual mercado de baixas cíclicas.

A partir de um relatório que analisou as diferenças entre as baixas cíclicas, estruturais e “por eventos,” Goldman constatou que investidores estão sofrendo com um mercado de baixa cíclica, marcado pela inflação alta e pelas taxas de juros crescentes, que estão reduzindo a valorização das ações. 

O relatório indica que o declínio médio da valorização durante um mercado de baixa cíclica é de apenas cerca de 31%, enquanto um mercado de baixa estrutural apresenta 57%. Atualmente os investidores parecem estar protegidos de um mercado de baixa estrutural por conta dos fortes balanços corporativos e domésticos, além das taxas reais negativas.

Segundo o grupo, a boa notícia é que o mercado de baixa cíclica dura em média 2 anos, muito mais curto do que a média de 3 anos e 6 meses para um mercado de baixa estrutural. A má notícia é que o atual mercado de baixa tem apenas cerca de 6 meses de existência. 

Goldman disse que o ponto baixo no mercado de ações geralmente vem entre 6 e 9 meses antes dos ganhos por ação atingirem o fundo do poço, isso depois que a inflação começar a diminuir.

A inflação mais fraca sozinha não é suficiente para empurrar as ações de volta para cima pois, segundo Goldman, “o pico da inflação nem sempre é suficiente se você não tiver outras condições como baixas valorizações, uma expectativa razoável de que o crescimento se transformará, e sinais das taxas de juros começando a diminuir.”

Para os mercados de ações, “o ponto de virada fica em torno do período em que as expectativas de taxas começam a se moderar,” sugere o relatório, indicando que isso não acontecerá até 2023.

O grupo também advertiu que o próximo mercado de altas, quando chegar, não será como o último. Em vez disso, a próxima recuperação será marcada pela inflação em vez da deflação, maior custo de capital, diminuição da globalização em favor da regionalização, materiais básicos mais escassos, mão-de-obra e commodities mais caras e maior atenção às margens de lucro em vez dos ganhos nas vendas.

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Fonte: cointimes.com.br