Fed anuncia que deve começar a reduzir as compras de ativos em US$ 15 bilhões a partir de novembro


O Federal Reserve dos EUA anunciou planos para reduzir suas compras de títulos, dando o primeiro passo para encerrar um programa de impressão de dinheiro pós-coronavírus que inspirou muitos investidores a comprar bitcoin como uma proteção contra a inflação.

A reunião do FOMC hoje foi movimentada. Dentre os assuntos tratados, 2 ficaram sob os holofotes: as taxas de juros e os estímulos do Fed.

O que ficou definido hoje?

Depois de anunciar o início da redução das compras de títulos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou hoje (03) que as autoridades devem ter paciência para aumentar as taxas de juros, mas que estão de olho no mercado.

Estímulos

Resumidamente, foi afirmado que o Fed reduzirá seus estímulos em US$ 15 bilhões por mês a partir de novembro.

Atualmente, o Fed está injetando US$ 120 bilhões mensalmente na economia, sendo US$ 80 em compras de títulos do Tesouro dos EUA (que cairão para US$ 70 bilhões por mês) e US$ 40 bilhões em compras de títulos hipotecários lastreados pelo governo (que cairão para US$ 35 bilhões por mês).

De acordo com o plano, o Fed continuará reduzindo suas compras em US$ 15 bilhões todos os meses até que o programa seja concluído, em meados do próximo ano.

Taxa básica de Juros (EUA)

Sobre a expectativa em torno do aumento das taxas de juros, Powell afirmou que:

“Achamos que podemos ser pacientes. Se uma resposta for necessária, não hesitaremos”, dando sinais de que a taxa básica de juros não subirá ainda no curtíssimo prazo, o que animou os mercados.

Esse ânimo se dá por que com o aumento das taxas de juros, a renda fixa fica mais atrativa, o que, por consequência, tende a prejudicar ativos de renda variável.

Com a alta dos juros sendo adiada, o S&P 500 sobe hoje (no momento em que escrevo esta notícia) +0,65%.

“O comitê julga que reduções semelhantes no ritmo de compras de ativos líquidos provavelmente serão apropriadas a cada mês, mas está preparado para ajustar o ritmo de compras se justificado por mudanças nas perspectivas econômicas”, o comitê de política monetária do Fed, conhecido como O Comitê Federal de Mercado Aberto, ou FOMC, disse no comunicado.

As compras de ativos – uma forma de estímulo financiado por dinheiro recém-criado, conhecido como “Flexibilização Quantitativa” ou QE (“Quantitative Easing”) ajudaram a mais do que dobrar o tamanho do balanço do Fed desde março de 2020, para cerca de US$ 8,6 trilhões na semana passada.

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Fonte: cointimes.com.br

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