Empresa pioneira de leilões judiciais digitais no Brasil quer popularizar venda de ativos usando a tecnologia blockchain

Uma nova plataforma está utilizando blockchain para oferecer ao mercado uma maneira de distribuição de ativos, onde os bens são disponibilizados por múltiplos leiloeiros, localizados em diferentes regiões do país, de forma não exclusiva, simultânea e em tempo real.

A Bom Valor Judicial é a primeira rede colaborativa de leilões do Brasil voltada para a compra e venda de bens em processos judiciais.

Ela surgiu a partir da aquisição, pela Bom Valor, da HASTANET, pioneira na realização de leilões judiciais eletrônicos do Brasil é referência no segmento desde 2009.

A Bom Valor é uma empresa de tecnologia que cria e desenvolve produtos, serviços e soluções digitais para compradores e vendedores, inclusive no segmento de leilões, sendo a única na América Latina a utilizar a tecnologia Blockchain no mercado de leilões online.

Ronaldo Santoro, Co-CEO da Rede Bom Valor e um dos principais nomes do segmento de leilão online do Brasil, explica:

“Unimos nossas forças pela necessidade de mudança e de inovação no setor de leilões judiciais, o que viabilizou a criação da nossa primeira rede de negócios. Vivemos em um mundo cada vez mais conectado e descentralizado, que apresenta novas oportunidades tanto para a inovação nos negócios, como para a autonomia e satisfação dos clientes no uso de serviços. Com a criação da Bom Valor Judicial, os leiloeiros do Brasil inteiro poderão negociar ativos de todos os Estados”

O principal objetivo da Bom Valor Judicial é acelerar as vendas de ativos em leilões judiciais em eventos descentralizados, ou seja, não exclusivos.

A ideia, com isso, é garantir imparcialidade e transparência no processo de compra e venda por meio de registros autênticos através do ‘Cartório Comprova’ da Bom Valor, com tecnologia Blockchain.

Segundo Andrea Meirelles Santoro, Chief Commercial Officer (CCO) da Bom Valor Judicial, a novidade pretende transformar o formato atual desse segmento. 

“Queremos revolucionar o mercado de leilões judiciais no Brasil, tornando-o mais eficiente, seguro, confiável, rápido e transparente. Acreditamos fielmente que o modelo de rede colaborativa gera uma cadeia de oportunidades a todos os envolvidos, impactando de maneira positiva todos os sujeitos do processo e a sociedade como um todo. Criamos um modelo de transação de vendas em pool, sem exclusividade, com alcance nacional, aumentando o poder do comprador, com maior transparência no acesso a informações e melhoria no atendimento.”

Andrea, que foi Co-Fundadora da primeira plataforma de leilões eletrônicos judiciais no Brasil e atua neste mercado desde 2006, acredita que a descentralização dos leilões através de eventos não exclusivos vai beneficiar o segmento e democratizar os processos.

“Por meio da distribuição das oportunidades para todos os leiloeiros de nossa rede, oferecidas de maneira muito mais amplificada, conseguimos potencializar e educar o mercado comprador.”

Como vai funcionar

Os compradores agora têm acesso ao estoque de leilões judiciais de múltiplos leiloeiros em um único ambiente e, principalmente, terão a garantia de integridade e rastreabilidade de todos os registros e dados de ativos e transações totalmente seguro e confiável garantido pela tecnologia Blockchain. 

Com a identidade digital bviD (chave privada e única para uma conta de acesso), o comprador domina os seus dados e navega de forma segura e confiável na plataforma. 

A novidade também oferece excelentes vantagens aos leiloeiros, que passam a ter acesso aos leilões disponibilizados pela Justiça de forma não exclusiva e a contar com o aumento e distribuição do estoque de vendas por meio de uma plataforma totalmente confiável e segura. 

Os leiloeiros também têm garantia de integridade e rastreabilidade de todos os registros e dados de ativos e transações. 

O benefício ao Judiciário envolve agilidade, otimização, segurança e resultado nos processos judiciais.

Vale destacar que a plataforma está disponível para adesão de todos os leiloeiros oficiais que pretendam participar em modelo de pool, salvo por algum impedimento do juízo ou do próprio Tribunal. 

A tecnologia utilizada está totalmente de acordo com a LGPD, Lei nº 13.709/18; com o Provimento nº 100/20 do CNJ, e com a Portaria nº 9908/20 do TJSP, que regulamenta a política de privacidade e proteção de dados pessoais no Poder Judiciário paulista.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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