Dados da inflação dos EUA podem dar um alívio ao Bitcoin, mas tendência indica fundo em US$ 24.300 no curto prazo, diz analista


O cenário macroeconômico segue ditando os rumos dos mercados globais e após confirmar a sexta vela vermelha consecutiva no fechamento semanal, algo que havia ocorrido apenas uma vez na história, no distante ano de 2014, a tendência é que o Bitcoin (BTC) siga acumulando perdas até possivelmente encontrar o fundo na região entre US$ 28.000 e US$ 24.300, afirma Diego Consimo, fundador da Crypto Investidor, em uma análise exclusiva para o Cointelegraph Brasil.

Devido à alta correlação entre o Bitcoin e outras classes de ativos de risco, a única possibilidade de alívio momentâneo para o criptoativo poderia vir de dados positivos do próprio cenário macroeconômico, num caso clássico em que o veneno também pode ser o único remédio.

Na quarta-feira, 11, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do mês de abril nos EUA. Embora os mercados estejam antecipando um novo aumento da inflação, que já se encontra em seus patamares mais elevados desde o início da década de 1980, um número que aponte em sentido contrário, indicando um possível arrefecimento do aumento de preços ao consumidor, poderá interromper a tendência acentuada de queda do Bitcoin que vem se aprofundando cada vez mais no curto prazo, afirma Consimo:

“O nosso querido Bitcoin buscou o primeiro alvo da correção em U$33.000, que apontamos na semana passada, marcando uma nova mínima em US$ 31.000. Até existe a possibilidade de uma reversão que leve o BTC a testar a região dos U$35.000, mas acho difícil isso ocorrer pois nada indica que haja uma melhora definitiva no cenário macroeconômico global.”

A probabilidade mais óbvia sugere que o Bitcoin vá buscar o fundo na região entre US$ 28.000 e US$ 24.300, conforme aponta Consimo a partir do gráfico abaixo.

Gráfico diário BTC/USD com projeções de preço de curto prazo. Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

O analista explica que os alvos estão nessa região porque historicamente as médias móveis de 200 períodos no gráfico semanal serviram de suporte para correções de preço do Bitcoin, como mostra o gráfico abaixo.

Gráfico semanal do par BTC/USD indicando suporte do Bitcoin nas médias móveis de 200 períodos. Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

Caso a inflação confirme a alta aguardada pelo mercado, as ações devem passar por uma correção semelhante, destaca Consimo, reforçando a correlação entre o Bitcoin e os ativos de risco nas condições atuais dos mercados:

“Motivado pela desaceleração econômica, o índice futuro do S&P 500 continua em seu processo corretivo com uma possibilidade de encontrar seu fundo nas regiões de 3950, 3780 e 3580 pontos.”

Índice Futuro do S&P 500. Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

Na tarde desta segunda-feira, o preço do BTC se aproximou do suporte de US$ 30.000, parando em US$ 30.334, e agora está sendo negociado a US$ 30.525. Ainda assim, a maior criptomoeda do mercado acumula perdas de 11,7% nas últimas 24 horas, de acordo com dados do CoinMarketCap.

LEIA MAIS

Siga-nos nas redes sociais

Siga nosso perfil no Instagram e no Telegram para receber notícias em primeira mão!





Fonte: cointelegraph.com.br