CVM aperta o cerco contra forex e proíbe quarta empresa em sete dias



A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu a quarta stop order em um período de sete dias contra empresas praticando Forex no Brasil. Desta vez o alerta foi dado na edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial da União e se direciona contra a 555 Markets, que tem como proprietário do domínio a Companhia Trinity Capital LLC.

Segundo a CVM, ficou evidente que a empresa 555 Markets tem utilizado o site para captar de forma irregular clientes para a realização de operações com ações, índices, commodities e derivativos nos denominados mercados Forex (Foreign Exchange).

“As empresas 555 Markets e Trinity Capital LLC não estão autorizadas por esta Autarquia a captar clientes residentes no Brasil, por não integrarem o sistema de distribuição previsto no art. 15 da Lei nº 6.385, de 1976”, afirma a CVC no anúncio.

Como de praxe, a CVM estipulou multa de RS 1 mil ao dia caso sua ordem seja descumprida e ressaltou que qualquer pessoa envolvida na operação pode ser processada de forma administrativa e no âmbito penal.

CVM aperta cerco contra forex ilegal

Na segunda-feira (4), a CVM anunciou também pelo Diário Oficial da União uma stop order contras as corretoras PO Trade Pocket Option e Gembell Limited.

No dia 28 de setembro, a CVM emitiu um stop order contra a empresa W7 Limited (também conhecida por W7 Broker & Trading ou W7BT) e o empresário Willy Heine Neto, informando que ambos não têm autorização para operar no mercado de Forex.

Estados Unidos e Forex

O cerco contra empresas que operam no mercado Forex de forma ilegal também ocorre nos Estados Unidos. A Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) comunicou no último dia 29 que abriu processo contra 14 empresas que oferecem serviços de negociação em opções binárias, forex, criptomoedas, e que também atuam no mercado balcão (OTC). Segundo a autarquia, que supervisiona o mercado de derivativos, as empresas foram intimadas por atuarem sem as devidas licenças.

De acordo com o comunicado da CFTC, 12 das empresas investigadas têm agido como corretores para a modalidade de negociação chamada ‘Futures Commission Merchant’ (FCM), que é quando uma entidade renegocia contratos de futuros fora da bolsa de valores, como ocorre com as opções binárias. Outro tipo de serviço oferecido, segundo a autarquia, é o Retail Foreign Exchange Dealer (RFED), que é modalidade de mercado balcão.

Criptomoedas e Forex: maiores iscas de golpes

Em um estudo divulgado em julho deste ano, a CVM concluiu que as criptomoedas, como bitcoin, foram o produto de investimento mais usado em golpes, assim como o aplicativo de mensagens WhatsApp foi o seu principal meio de divulgação. Os mercados de forex e de ações também estão entre as iscas mais usadas por golpistas.

A pesquisa feita com duas modalidades de investidores, do comum ao mais arrojado, vítimas ou não de fraudes financeiras.



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