Credores da InDeal têm nova data para aceitar acordo proposto e serem ressarcidos pela perda de Bitcoins investidos

Os clientes e credores da InDeal têm uma nova data para aceitarem um acordo proposto pela empresa para ressarcimento.

Segundo a assessoria de imprensa do advogado William Albuquerque de Sousa Faria, representante legal de Angelo Ventura da Silva, um dos sócios da InDeal, dia 13 de novembro é o novo prazo para que clientes e credores da empresa aceitem o acordo proposto para serem ressarcidos.

A prorrogação ocorre pela segunda e última vez, segundo a assessoria. O procedimento pode ser feito pelo site www.acordoindeal.com.br.

Conforme o escritório de advocacia responsável pelas tratativas, Matarasso Albuquerque Sociedade de Advogados, não poderá haver outra prorrogação.

O acordo de recuperação extrajudicial foi determinado por meio de decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julho de 2021 e tinha como data final o dia 14 de outubro.

Para o andamento do acordo é necessário a adesão de metade dos credores. Sem o número necessário de aceites o acordo será finalizado e retoma-se o caminho do julgamento criminal. 

Se isso acontecer, os valores serão restituídos ao final do processo que pode demorar anos. 

O escritório de advocacia explica que por ser um acordo de recuperação extrajudicial, será homologado no Juízo de Falência, visto que a Vara Criminal não tem competência para realizar esse tipo de tramitação. 

Recentemente, a Justiça Federal liberou apenas a venda de 3.537,21 Bitcoins, que estão nos Estados Unidos, e serão utilizados no acordo. O valor obtido com a negociação equivale a cerca de R$ 883.351.161,86.

Além do site do acordo, o escritório também disponibiliza canais de comunicação para os credores com dúvidas no Instagram @acordoindeal e no e-mail  [email protected]

Angelo Venturi e outros sócios conseguiram nos últimos dias liminar de soltura depois de terem sido presos pela segunda vez. A justiça entendeu desta vez que não havia mais necessidade de mantê-los na cadeia.

O Cointelegraph publicou que a justiça está começando a ouvir testemunhas de defesa da InDeal, pirâmide de Bitcoin investigada por desviar R$ 1,1 bilhão.

Segundo decisão da justiça, haverá dez audiências remotas de depoimentos da defesa da empresa de Novo Hamburgo (RS).

O juiz da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Guilherme Beltrami, reservou dez dias para as audiências online que serão voltadas às versões dos 15 réus da InDeal, acusada de fraude bilionária envolvendo criptomoedas em várias partes do Brasil.

De acordo com o portal NH, o juíz disse:

“Tendo em vista o elevado número de testemunhas arroladas pela defesa (120), estabeleço que serão ouvidas 12 por dia”, observou o magistrado, em despacho do início do mês passado. As sessões começam nesta quarta-feira (13). Seguirão amanhã, sexta e nos próximos dias 19, 22 e 27, além de 3, 4, 8 e 10 de novembro, sempre a partir das 13h30, de forma remota, em respeito às normas de distanciamento social direcionadas ao enfrentamento da Covid-19”.

Segundo a reportagem, o juiz também marcou as possíveis últimas audiências do processo, que serão os interrogatórios dos 15 réus, nos dias 22, 26 e 29 de novembro. 

As primeiras audiências foram para as 11 testemunhas de acusação. As duas últimas prestaram depoimento na semana passada. 

Entre elas, investigadores da Operação Egypto da Polícia Federal, deflagrada em 21 de maio de 2019, quando a InDeal foi fechada e dez funcionários, presos.

Segundo a reportagem, a InDeal arrecadou R$ 1,1 bilhão e lesou 23,2 mil investidores, atraídos pela promessa de rentabilidade de 15% ao mês.

O Cointelegraph publicou quando R$ 883 milhões em Bitcoins da InDeal seriam vendidos nos EUA antes que fossem repatriados ao Brasil.

As criptomoedas foram apreendidas na carteira digital de um dos sócios da InDeal, empresa investigada por um esquema de pirâmide financeira envolvendo Bitcoin.

Em março deste ano, a Polícia Federal prendeu novos envolvidos com a InDeal.

Na nova fase, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária no Rio Grande do Sul (um preso) e em São Paulo (dois detidos), Rio de Janeiro e Espírito Santo (um preso em cada um destes dois Estados).

As investigações concluíram que os envolvidos nunca investiram de verdade em criptomoedas e usavam o dinheiro para compra de bens pessoais e investimentos de renda fixa.

Estima-se que a empresa tenha sumido com US$ 200 milhões de dezenas de milhares de investidores no Brasil.

Além dos milhões em criptomoedas, foram também apreendidos na Operação Egypto dezenas de imóveis, veículos de luxo, jóias e dinheiro vivo, ligados a 13 indivíduos acusados de lavagem de dinheiro e fraude.

A Operação Egypto foi deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2019

O Cointelegraph relatou na época que a Polícia Federal desencadeou uma nova operação para apurar crimes de lavagem de dinheiro por parte dos sócios da InDeal.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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