Confira o que é BITO e o que o investidor brasileiro precisa saber sobre o primeiro ETF de Bitcoin nos EUA

A indústria de criptoativos dos EUA vem tentando lançar um ETF de Bitcoin (BTC) há quase uma década, com o objetivo de facilitar o investimento em massa na criptomoeda.

Finalmente, em 19 de outubro de 2021, o primeiro ETF de Bitcoin dos Estados Unidos, o ProShares Bitcoin Strategy ETF (BITO), foi aprovado e já pode ser negociado por investidores internacionais e brasileiros, que o encontram disponível em corretoras que permitem investimento na bolsa americana, como a Passfolio.

A coisa mais importante a saber sobre o BITO é que ele é um ETF baseado em futuros de bitcoins – não em bitcoins reais.

“(O BITO) oferece aos investidores a oportunidade de ganhar exposição aos retornos do bitcoin de uma forma conveniente, líquida e transparente…. O fundo não investe diretamente em bitcoin… Deve-se esperar que o preço e o desempenho dos fundos de futuro de bitcoin sejam diferentes do preço “à vista” atual do bitcoin”, destaca a página de informações do ETF

Desta forma, isso significa que quando você investe no BITO, você não está investindo diretamente em bitcoin, mas sim em um produto derivado cujo preço é baseado em bitcoin, mas pode ser diferente. O BITO também tem uma taxa de administração de 0,95%, o que significa que anualmente os gestores do ETF recebem 0,95% do valor do fundo em taxas.

Há mais detalhes que os investidores brasileiros precisam se atentar antes de escolher investir em um ETF de commodities (bitcoin é um commodity), como o BITO: movimentos de contango e backwardation – quando o preço do ativo tende a ser menor ou maior do que o preço atual, respectivamente – e custos de rolagem (além da taxa de administração).

“De forma resumida, isso significa que o ETF tem custos e riscos extras em comparação com a bitcoin real. A própria lâmina do BITO diz que, historicamente, contratos futuros de bitcoins experimentaram longos períodos de contango. O contango no mercado de contratos futuros pode ter um impacto adverso significativo no desempenho do fundo, levando o desempenho a níveis inferiores ao do investimento em bitcoins à vista”, explica David Gobaud, fundador da Passfolio.

Quais são os pontos positivos do BITO?

Para entender um pouco mais do assunto, o Cointelegraph pegou algumas dicas com Gobaud sobre o tema.

Segundo ele, o benefício da aprovação do BITO é que ele é uma boa alternativa para pessoas e instituições que não podem investir diretamente em bitcoin. Esse aspecto é de fundamental importância para a indústria como um todo, que verá a entrada de novos investidores e a cada vez mais acelerada popularização do investimento em moedas digitais.

Como investir em BITO?

O BITO estará disponível nos EUA e, para investidores brasileiros em plataformas que oferecem exposição a ativos nos EUA como a Passfolio Securities.

“Se um investidor pode investir diretamente em bitcoin, pode ser uma alternativa melhor para evitar os custos e riscos extras que os futuros contratos de bitcoin oferecem”, diz Gobaud.

Ainda segundo ele, investir envolve risco, incluindo a possível perda do valor investido. Os contratos de futuros de bitcoin e bitcoin são uma classe de ativos relativamente nova e o mercado de bitcoin está sujeito a mudanças rápidas e incertezas.

Além disso, ele pontua que os contratos de futuros de Bitcoin e bitcoin estão sujeitos a riscos únicos e substanciais, incluindo volatilidade de preço significativa e falta de liquidez. O valor de um investimento no ETF pode diminuir significativamente e sem aviso prévio, inclusive para zero.

“Como acontece com todos os seus investimentos, você deve determinar se um investimento é adequado para você”, finaliza.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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