Brasileiro cai em golpe de falsa corretora de criptomoedas e perde R$ 1,5 milhão



Uma empresa que se vende como banco digital (mas diz nos termos de uso que não é) e pede dinheiro alegando que irá fazer investimentos em criptomoedas é alvo de investigação policial.

Trata-se do Freedom Serviços Digitais e Freedom Banco Digital, que é alvo de um inquérito policial e de um mandado de busca e apreensão foi concedido pela Justiça para investigar os envolvidos (Inquérito Policial Processo n. 1525394-47.2021.8.26.0050 – DIPO 4).

O Boletim de Ocorrência que iniciou a investigação da Polícia Civil de São Paulo foi aberto pelo empresário Carlos Alberto Flaquer Rocha, que depositou em julho deste ano a quantia de R$ 1,5 milhão para a compra de criptomoedas.

Contudo, os receptores do dinheiro alegam que a quantia está tendo sua origem questionada pela Receita Federal e que, por isso, não podem entregar as criptomoedas que prometeram.

A empresa logo afirmou que o dinheiro havia sido bloqueado pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que questionava a origem da quantia.

Rocha foi até a agência da Caixa Econômica Federal onde o depósito foi recebido. Lá, foi informado pela gerente que a origem do dinheiro (venda de um imóvel rural) havia sido aceita e que não havia nenhuma diligência do COAF sobre o tema.

Laranja e fuga

A empresa está em nome de Sihuang Huang, o que a defesa de Rocha afirma ser apenas um laranja em nome de quem a empresa foi aberta. Os advogados afirmam que um dos reais sócios é Luciano Harada, que em um vídeo no YouTube se identifica como diretor da instituição.

Segundo o advogado Carlos Alberto da Costa Silva, que defende o investidor, “diversas buscas foram realizadas nos escritórios na Freedom Banco Digital, mas eles estão em local incerto e abandonaram os escritórios após as fraudes”. Também ressalta que estão sendo requeridos mandados de prisão temporária contra os envolvidos.

Banco que não é banco

O Freedom afirma ser um banco digital, algo dito por Harada no vídeo. Porém, nos termos de uso, em letras minúsculas, afirma que “não realiza serviços privativos de instituição financeira”. “Demonstra o paradoxo na propaganda alardeada”, afirmam os advogados de Rocha na petição.



Source link

Comments (No)

Leave a Reply