Bitcoin se encaminha para pior fechamento mensal de 2022 e novo recorde histórico negativo


O Bitcoin (BTC) fechou o domingo acima dos US$ 21.000, estancando as perdas que o derrubaram até o fundo de US$ 17.600 em 18 de junho. No entanto, a segunda vela verde em 13 semanas não deve impedir que o Bitcoin registre o pior desempenho mensal de 2022 na próxima quinta-feira, 30.

Se por um lado os investidores podem comemorar o estancamento da sangria, há pouco espaço para uma reversão, ainda que parcial, das fortes perdas acumuladas até aqui ao longo deste ano. E mais, caso não termine o mês acima de US$ 22.400, o Bitcoin consolidará mais um recorde histórico negativo: pela primeira vez em sua história, o preço do BTC terá registrado um fechamento abaixo da média móvel semanal de 200 semanas.

Trata-se de um indicador importante, pois em todos os ciclos de baixa anteriores, a média móvel de 200 semanas atuou como suporte para o preço do BTC, como destacou o famigerado trader, analista e criador do modelo Stock-to-Flow (S2F) PlanB em uma postagem aos seus seguidores no Twitter no domingo, 26. “Faltam apenas 4 dias”, finalizou PlanB, em tom pouco otimista.

De acordo com uma análise exclusiva de Arthur Driessen, da Crypto Investidor, para o Cointelegraph Brasil, o Bitcoin deve manter-se preso em uma faixa estreita de preço no curto prazo, com chances similares de rompimento para cima ou para baixo:

“O Bitcoin conseguiu fechar a semana na faixa dos US$ 21.000, formando um doji de fundo. Ao longo dessa semana que se inicia, devemos acompanhar as extremidades desse doji, tendo 19600 como suporte e 21880 como resistência, para observar se a maior criptomoeda do mercado consolida a sua estabilidade acima de US$ 20.000 ou se ainda pode buscar um novo fundo.

O doji é uma vela que representa um momento de indecisão no mercado, dado que nenhuma das forças (compradora ou vendedora) foi capaz de se impor no período que ele representa. Nesse caso, o preço de fechamento semanal do Bitcoin (US$ 21.038) ficou muito próximo ao preço de abertura (US$ 20.574), resultando em uma forma gráfica similar a uma cruz.

Gráfico semanal BTC/USD. Fonte: Trading View

Um rompimento ascendente, capaz de vencer a resistência configurada pelo topo do doji semanal pode impulsionar o preço do BTC rumo a novos alvos, afirma Driessen, baseando-se no gráfico a seguir:

“No curto prazo, podemos estar dentro de um ABC corretivo finalizando sua onda C em US$ 20.577, e retomando a tendência de alta logo em seguida para testar a resistência do doji semanal.  Caso consiga romper, é possível que o BTC busque US$ 23.000 em um primeiro momento e em seguida, US$ 26.000.”

Gráfico de 1 hora BTC/USD com níveis de suporte e resistência de curto prazo. Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

Driessen aponta um relativo enfraquecimento do Índice do Dólar (DXY), que poderia oferecer um alívio para o Bitcoin, visto que historicamente eles apresentam correlação inversa. Embora esteja próximo de sua máxima histórica, o DXY pode estar perdendo força, ao menos monetaneamente, aponta o analista:

“Com relação ao DXY, podemos notar que o índice vem perdendo força em seu movimento ascendente com base na divergência bearish que vem se formando no gráfico semanal. O ponto importante a acompanhar é os 62,39 do RSI (índice de força relativa) semanal. Caso esse nível seja perdido, pode dar início a uma queda mais forte, fazendo com que o DXY busque a região de 97 pontos, conforme apontado no gráfico abaixo.”

Gráfico semanal DXY (índice do dólar). Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

A última semana de junho, no entanto, não começou bem para o Bitcoin. Acompanhando a queda das ações na abertura do pregão em Wall Street, a maior criptomoeda do mercado caiu até US$ 20.510 e no momento está cotada a US$ 20.925, registrando uma baixa intradiária de 1,7%, de acordo com dados do CoinMarketCap. No acumulado do mês até agora, o BTC acumula perdas de mais de 34%.

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Fonte: cointelegraph.com.br