Bitcoin pode ter que cair mais 20% até que catalizador histórico impulsione nova alta, diz famoso trader


O Bitcoin (BTC) seguiu em tendência de baixa e cravou os alvos projetados no gráfico diário, recuando para US$ 18 mil e depois, voltando a ser negociado acima de US$ 20 mil. De acordo com a Transfero, um movimento de repique ou correção é esperado nesse momento.

No entanto, para haver inversão de tendência, é necessário a formação de um padrão que nos mostre isso. Vale ressaltar que a região dos US$ 20 mil já está sendo defendida pelos compradores, haja vista os longos pavios nos candles diários.

“Pelo gráfico semanal, é possível visualizar o bitcoin buscando a média de 200 períodos, a qual, por sua vez, segurou o preço do ativo nas últimas três vezes em que isso aconteceu em sua história, marcando fundos históricos”, destaca a empresa.

Ainda segundo a Transfero, muitos traders veem como oportunidade única de compra, principalmente para aqueles que se posicionam com um horizonte de longo prazo.

“Apesar de estar em tendência de baixa, a média móvel 200 e os topos anteriores nas regiões de US$ 20 mil e US$ 14 mil são suportes relevantes de longo prazo, então é possível que haja briga de compradores e vendedores nessa região por um certo momento”, destaca.

Na mesma linha da Transfero o famoso trader e analista Benjamin Cowen aponta que dificilmente o Bitcoin irá quebrar o ciclo de baixa no momento. Portanto, segundo ele, o BTC ainda devem ver seu preço recuar novamente abaixo de US$ 20 mil até que um sinal macroeconômico possa desencadear uma reversão de tendência.

Bitcoin pode ter que cair mais 20%

Cowen destacou que está de olho na taxa de inflação dos EUA e sua correlação com os mercados de ações e Bitcoin. Segundo ele, historicamente, o índice S&P 500 não atinge o fundo até que a inflação atinja um pico e se reverta. 

Portanto, como o Bitcoin geralmente se comporta de maneira semelhante ao índice, Cowen diz que o BTC também pode não atingir o fundo até que a inflação esfrie. Isso significa que uma nova baixa de até 20% pode atingir o maior criptoativo do mercado.

“Uma das coisas que sabemos que está acontecendo agora, que está fazendo o macro parecer incrivelmente sombrio no momento, são coisas como inflação e, novamente, este é o S&P 500 sobreposto com inflação. Uma das coisas que vamos notar claramente… é que quando a inflação atinge o pico, isso tende a corresponder ao fundo do S&P.

Desta forma, segundo ele, com base em dados históricos, o Bitcoin e o mercado de ações provavelmente terão que cair ainda mais enquanto a inflação ainda estiver subindo.

“Se você voltar para a década de 1970, verá um tipo de movimento muito semelhante, onde o S&P atingiu o fundo na época em que a inflação atingiu o primeiro pico e, novamente, mesmo desse topo local, representou uma queda de cerca de 50% no S&P. 500.

Ele aponta que embora o gonverno americano tenha anunciado uma inflação acima de 8% esse ainda não é o pico e tampouco seus efeitos já estão precificados no mercado.

“Acho que a inflação continua subindo e provavelmente continuará subindo por algum tempo antes de realmente vermos um pico mais convincente. Até que esse momento ocorra, ainda não devemos assumir que o fundo do S&P 500 está dentro. E como o Bitcoin age como um ativo de risco, assim como o S&P 500, também devemos assumir que o fundo macro não está necessariamente dentro”, destacou.

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Fonte: cointelegraph.com.br