Bitcoin e criptomoedas vão engolir o ouro e outras classes de ativos, diz analista da Bloomberg

A nova máxima histórica alcançada pela maior criptomoeda do mercado na quarta-feira parece confirmar uma tendência inevitável: o Bitcoin (BTC) e outros criptoativos devem continuar roubando cada vez mais participação no mercado de ativos tradicionais como o ouro e os títulos do tesouro, afirmou Mike McGlone, estrategista senior de commodities da Bloomberg.

Em uma entrevista para o canal BNN Bloomberg, McGlone afirmou que as novas gerações têm preferência por criptomoedas em detrimento do ouro e esta é uma tendência que dificilmente será revertida:

“A tendência é desfavorável ao ouro. É fato que o Bitcoin está se tornando um Pac-Man gigante. Está sugando fundos de todas as classes de ativos. Está começando a afetar os títulos do tesouro agora, devido às taxas de juros baixas, mas a área-chave em que isso começou é o ouro, e eu tenho expectativas de que esse movimento se acelere. Agora, eu não estou pessimista com o ouro, mas acho que o ouro poderia estar muito mais alto. O fato é que o Bitcoin é a sua versão digital em um mundo que está se tornando cada vez mais digital. Os millennials realmente não quer em saber de ouro.”

Mcglone destacou a resiliência do preço do BTC depois da ofensiva chinesa contra a mineração e a transação de criptomoedas no país. Como já ocorrera no passado, proibições do governo chinês tiveram impacto imediato sobre o mercado de criptoativos, mas pouco tempo depois o Bitcoin veio a atingir novas altas históricas. Foi assim em 2017 e o mesmo roteiro repetiu-se novamente agora, em 2021.

O analista da Bloomberg disse ainda que mesmo aqueles investidores que tenham preferência pelo ouro não podem deixar de ter parte do seu portfólio em Bitcoin, sob pena de verem seus retornos comprometidos.

Criptodólares

McGlone també chamou atenção para os benefícios que o banimento das criptomoedas pela China podem trazer para o dólar norte-americano, desde que os reguladores trabalhem para incorporar as stablecoins – e não para inviabilizá-las. As diversas versões de “criptodólares” existentes hoje compõem a maior classe de ativos digitais em termos de volume de negociações diárias, disse o analista da Bloomberg:

“Os criptoativos mais amplamente negociados hoje são os criptodólares. O Tether [USDT] é o número um, e ainda há uma dúzia de aspirantes ao Tether. Os criptodólares podem ser negociados 24 horas por dia, sete dias por semana, liquidados instantaneamente e, na verdade, rendem juros bem acima dos seus dólares [fiduciários]. Portanto, a regulamentação dos EUA provavelmente será direcionada a essa classe de ativos, mas ela já foi adotada organicamente no mercado de criptomoedas. O dólar norte-americano é a moeda de reserva global, e o ativo de reserva digital é o Bitcoin. Eles são totalmente complementares.”

Por fim, McGlone destacou que o banimento das criptomoedas pelo governo chinês exclui a população da potência oriental da classe de ativos que vem registrando os melhores retornos para os investidores há algum tempo. Assim, a adoção das criptomoedas pelos EUA podem representar uma enorme vantagem competitiva para o Ocidente em termos macroeconômicos em sua disputa contra a China.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o governo de Joe Biden vem dando sinais recorrentes de que um marco regulatório estrito para as criptomoedas é fundamental para proteger a economia americana – e global – da ameaça de risco sistêmico que parte do sistema político e financeiro dos EUA julga que esta classe de ativos represente.

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Fonte: cointelegraph.com.br

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