Bitcoin (BTC) começa a semana em queda; mas não perde ganhos da semana anterior – Money Times


Bitcoin (BTC) Ethereum (ETH) hoje
Resumo diário sobre o Bitcoin, o mercado de criptomoedas e das finanças descentralizadas. (Imagem: Unsplash/shutter_speed)

Nesta segunda-feira (27), o Bitcoin (BTC) passa por quedas comparado ao final de semana, a perda chega a 2,13% em 24 horas. A criptomoeda está sendo cotada a US$ 20.800 até o momento da publicação desta matéria.

O Ether (ETH), criptoativo da rede de contratos inteligentes da Ethereum, também segue o dia com perdas de 3%, e atualmente está sendo cotado a US$ 1.200. Todavia, ambas ainda apresentam variação positiva em sete dias de 2,09% e 7,44% respectivamente.

Segundo dados do CoinMarketCap, a capitalização de mercado da somatória de todos criptoativos perde 2,36% no dia, e fica no patamar de US$ 939,30 bilhões.

O bitcoin manteve a dominância de mercado em cima do Ether, mas o Ether vem aumentado sua dominância sobre o mercado. A dominância do bitcoin e do ether é de, respectivamente, 42,5% e 15,5%.

Índice “Fear & Greed” – como está o sentimento de medo no mercado?

O índice “Fear & Greed”, ou medo e otimismo, busca representar estes sentimentos que rondam o mercado. A escala do índice é de 0 a 100 pontos, onde quanto mais próximo de zero o medo é extremo, e de 100 o otimismo, reina:

Latest Crypto Fear & Greed Index

O índice também mostrou quedas no dia de hoje, e mostra 12 pontos. Até esse domingo, o índice estava em 14, uma perda de 2 pontos em 24 horas.

Dados Onchain do Bitcoin (BTC)

Segundo o site de análise de dados da blockchain, Blockchain.com, a taxa de hash – capacidade máxima que um minerador pode produzir – por segundo, aumentou desde ontem para 182,273 EH/s.

Hoje, a blockchain da criptomoeda contou com cerca de 236.461 transações confirmadas na rede e se estima um volume de 165.639 BTC movimentados nessas 24 horas.

Análise de mercado

Lucas Passarini, especialista em criptoativos no Mercado Bitcoin, comenta que o final de semana foi de poucas movimentações no mundo cripto, com o bitcoin sendo negociado em um caixote local entre US$ 20 mil e US$ 21,5 mil.

“Do lado dos mineradores, após a venda de uma grande quantidade de BTCs entre maio e junho, já é possível visualizar a redução do consumo energético, o que deve reduzir a hashrate e a dificuldade de mineração nas próximas semanas. Movimento natural em um momento de mercado em que o preço do ativo minerado está em queda”, diz.

Porém, ele diz que vale ressaltar o nível de segurança da rede, “o bitcoin continua a manter uma saúde muito mais robusta do que em momentos passados nos quais o preço esteve no mesmo nível de hoje.”

Ao longo dessa semana, dados econômicos dos EUA, China e Europa, somados às discussões no fórum do Banco Central Europeu, estarão nos interesses dos investidores.

Para o analista, o mercado está de olho no primeiro default da Rússia em dívida estrangeira, algo que não acontecia desde 1918, e também no comportamento da inflação que circunda o mundo. 

“Nesta semana, os Estados Unidos devem divulgar diversos dados econômicos mostrando como a economia está se saindo em meio ao ciclo agressivo de alta de juros do Fed, e a zona do Euro também deverá publicar dados de inflação de preços ao consumidor para junho na próxima sexta-feira (1/7). A perspectiva é que a inflação deva atingir um novo recorde de 8,3% ao ano no bloco, com os custos de energia e alimentos ainda subindo”, explica.

No criptomercado, o relatório da Glassnode analisa que a faixa entre os US$ 17 mil e US$ 20 mil deve ser o novo nível de suporte e piso do bitcoin.

De acordo com a empresa, a criptomoeda está sendo negociada abaixo da média móvel de 200 semanas, em uma “extrema condição sobrevendida”, o que sugere um possível piso. 

“Entretanto, a pressão vendedora parece ter sido amenizada pelo fato de os investidores terem parado de materializar as perdas”, finaliza.

Guilherme Bento, especialista em criptomoedas na Aqcua Vero, diz que é esperado que a tendência de queda agressiva continue.

“Temos uma zona de suporte na casa dos US$ 19 mil, onde a criptomoeda já esteve em 2017 e  2020. No caso de rompimento para baixo, temos uma região de suporte muito forte nos US$ 11 mil, que se for perdida pode baixar ainda mais o Bitcoin, para até os US$ 6 mil”, comenta.

Para ele, no longo prazo, o fundamento da criptomoeda não sofreu alterações, seguindo positivo, mas é uma classe de ativos que tem sofrido muito com o cenário macroeconômico.

“Para os investidores, é importante ficar atento a grandes oscilações. Alguns instrumentos, como derivativos, podem ser utilizados para proteção da carteira. Para quem é mais otimista, o preço atual também é considerado como interessante para quem quer baixar o custo médio de aquisição”, finaliza.

Finanças descentralizadas (DeFi)

O setor de finanças descentralizadas (DeFi) também teve quedas, mas sem perder os ganhos da semana passada.

O valor total travado em DeFi, segundo o site Defillama, é de U$ 92,6 bilhões, uma variação diária negativa de 2,36%.

O protocolo que tem a maior dominância, em termos de TVL, é a Aave (AAVE), plataforma de empréstimos descentralizados, com uma porcentagem de 11,09% de participação no mercado DeFi e US$ 10,27 bilhões travados no protocolo para liquidez. Uma variação diária de 2,11% negativo em seu TVL.

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O Money Times publica matérias informativas, de caráter jornalístico. Essa publicação não constitui uma recomendação de investimento.



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