Autor de ‘Pai Rico, Pai Pobre’ decreta ‘morte’ do Bitcoin ao comentar ordem executiva sobre criptomoedas do governo dos EUA

Os detalhes sobre a ordem executiva que estabelece os parâmentros para a definição de um marco regulatório para as criptomoedas nos EUA ainda não haviam sido amplamente divulgados na terça-feira, 8, quando Robert Kiyosaki utilizou seu perfil no Twitter para dar “adeus ao Bitcoin”.

O autor do best-seller de autoajuda financeira “Pai Rico, Pai Pobre” previu que o governo do democrata Joe Biden deverá confiscar as criptomoedas sob propriedade de cidadãos americanos e transferi-las ao controle do FED (Banco Central dos EUA).

ADEUS BITCOIN: Previsão. Biden assina ORDEM EXECUTIVA regulamentando as Criptomoedas. DEPOIS: Fed Crypto. EM SEUIDA: todas as criptomoedas serão confiscadas e transformadas em criptomoedas do GOVERNO. “Vamos Brandon”, seu criminoso. Seu comunista.

— therealkiyosaki (@theRealKiyosaki)

Como de costume, a postagem não poupou críticas e ataques ao presidente Joe Biden. “Vamos Brandon” é uma expressão depreciativa utilizada pelos opositores do líder democrata.

Após a divulgação integral da ordem, observou-se que, a princípio, o documento não apresenta medidas de repressão ao porte ou à negociação de ativos digitais no país, apesar dos temores manifestados por personalidades da indústria. Embora o documento tenha sido chancelado pelo presidente em um momento em que as criptomoedas estão na mira dos reguladores ocidentais, muitas vezes apontadas como um potencial instrumento para que a Rússia consiga burlar as sanções impostas pelos EUA e seus aliados europeus, o viés das propostas parecem relativamente positivos para o setor.

Basicamente, a ordem propõe a coordenação e consolidação das diretrizes regulatórias de várias agências do governo dentro de uma política nacional unificada. Há seis áreas-chave de supervisão do governo federal sobre o ecossistema de ativos digitais – proteção aos consumidores e investidores, estabilidade do sistema financeiro, inclusão financeira, inovação responsável, liderança financeira global dos EUA e combate à atividades financeiras ilícitas – e determina agências específicas para cuidar de cada uma destas áreas específicas.

Ao fim e ao cabo, o texto é suficientemente genérico para que medidas restritivas venham a ser anunciadas futuramente, conforme previu Kiyosaki. Em pelo menos um aspecto, o escritor e influenciador não estava totalmente equivocado.

A ordem executiva também orienta o Tesouro a produzir um relatório sobre o “futuro do dinheiro e dos sistemas de pagamento” e incentiva o FED a acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de uma potencial moeda digital do banco central dos EUA, ou CBDC.

A reação no Cripto Twitter

Algumas pessoas estranharam a postagem de Kiyosaki enterrando o Bitcoin. O analista e colaborador do Cointelegraph, Michaël Van de Poppe, questionou: “Eu não sei por que você diria ‘adeus ao Bitcoin’.” Um outro usuário identificado como SF (@artdesignbySF) declarou: “Então você não entende o Bitcoin afinal de contas… Vergonha. Boa sorte!”

Apenas algumas horas antes, Kiyosaki havia feito duas postagens contraditórias a respeito da atitude mais adequada para investidores diante do cenário global de instabilidade geopolítica e de crise econômica.

Mais cedo na quarta-feira, o autor de “Pai Rico, Pai Pobre” havia prescrito sua recomendação usual para não se tornar vítima da “maior bolha da história mundial”: mantenha distância do mercado de ações e compre ouro, prata, Bitcoin e armas.

No dia anterior, no entanto, ele havia sugerido aos seus seguidores que investissem em prata, pois o ouro acabara de registrar nova máxima histórica e o Bitcoin já estaria sobrevalorizado. Vale observar que no momento da referida postagem, o Bitcoin estava cotado a US$ 38.000. Ou seja, aproximadamente 40% abaixo de seu recorde histórico de preço, e US$ 4.000 abaixo da cotação do BTC no final da tarde desta quarta-feira.

Com uma alta intradiária de 8,7%, o Bitcoin está trocando de mãos por US$ 42.132, de acordo com dados do CoinMarketCap.

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Fonte: cointelegraph.com.br